NONO MUNDO

Por oito vezes a humanidade se ergueu e se extinguiu.
Por oito vezes as criaturas desse planeta encontrarm meios para sobrevivencia, desenvolvimento e destruição.
Em cada um deles, vestígios e ruínas foram deixados.
Agora, um mundo inteiro de mistérios e possibilidades está aberto para os curiosos e corajosos.

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Entrada 17
Já faz algum tempo desde que Jaina me deu esse diário para me ajudar a acostumar com a agencia. Já fiz anotações sobre tudo de estranho que existe nesse mundo (a primeira entrada onde cita os conhecimentos já adquiridos como “Como usar uma maquina de café” ou “ Computador não é magia” possui cerca de 50 paginas). Nenhuma delas me preparou para tal situação. Seres invasores dizendo serem de outro lugar e estando em uma área não permitida, usando vestimentas inadequadas para a agencia (de acordo com o código 136-7 do “Bom convívio da empresa”) e ainda com a audácia de julgar a soberania da agencia nesse mundo!

Esses “viajantes” nem mesmo tem algum raciocínio decente, uma mulher vestida vulgarmente ainda me ameaçava achando que estava em posição de vantagem onde claramente poderia receber um tiro a qualquer momento, muito antes de conseguir se aproximar de mim com seu machado vil. Alguns são aberrações como um homem desfigurado com braços mecânicos ou algo semelhante a uma mulher ou algo que se assemelhe.

Algo que me chamou a atenção nesse grupo é um homem, se comporta como se fosse da elite (apesar de que obviamente não é levando em conta todo o resto do conjunto desse homem), e, além disso, seu nome, Elysium, desde que cheguei a esse mundo não tive contato novamente com esse nome. Será que é o próprio tentando me testar? Ou simplesmente deveria matar esse ser pífio por sua heresia?

Relatando outros fatos ocorridos ou descobertos até o momento:

- Jaina tem controle total da segurança da agencia, é bom ficar de olho nela.

- aparentemente, nem eu nem o Pepper tem alguma licença para sairmos da área burocrática da agencia.

- A agencia esta no seu limite operacional, ter os sistemas controlados por maquinas faz com que fique menos seguro.

- As mesmas maquinas que controlam os sistemas da empresa também podem ter formas semelhantes a animais e provavelmente humanos.

- Pepper apesar do que parecia não é tão bom atirando, conseguiu errar um tiro a cerca de 5 metros.

- necessito ter mais conhecimento sobre esses computadores, não gosto da ideia de depender de alguém para manusea-los.

- essas armas tecnológicas são difíceis de manusear enquanto anda e escreve.

(Continuarei as anotações assim que possível, a arma esta começando a machucar minha mão).
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"Não olhe para a luz!"
As memórias vinham aflorando aos poucos, ainda fragmentadas e confusas.

Seria. A pequena garota tinha uma singular habilidade de controlar a mente de criaturas de baixa inteligência. Era uma Beale. E foi ela que a princípio motivou um grupo de indivíduos a compartilhar alguns caminhos pelo nono mundo. Os motivos que levavam as pessoas até a Trilha do Peregrino eram diversos, e embora tenha sido um pedido de ajuda de Seria que deu início à jornada que o grupo trilhou, as razões reais de cada um eram ocultas e, como visto depois, bem discrepantes uma das outras.
O fato é que viajaram para ajudar a vila onde vivia Seria que era atacada por criaturas agindo de forma estranha pelo descontrole de um outro Beale que vivia perto, Boregal.

Seria apareceu no acampamento da Mandíbula, na Wandering Walk, montada num Scutimorph, pedindo ajuda para conter um ataque em sua vila. Chegando lá descobriram que muitos animais estava agindo de forma aleatória e estranha, e a investigação desse fato levou o grupo até Boregal. Este foi contido, porém Seria tinha sido levada, e o grupo seguiu ao resgate dela.

No caminho acabaram atrapalhando os planos da Rainha Zhuma, o que foi traumático, principalmente pelo que aconteceu em Lambart.

Atravessaram as Black Riage e chegaram no Monólito do Deus Água, e foi ali que as coisas realmente estranhas começaram a acontecer, como bem lembrado por Mollir: em Charmonde passaram por alternâncias de dimensões que, mais tarde, descobriram se tratar de alguma maluquice criada por Lias; Teve ainda o encontro de um Cristal que, segundo Vulgrim, era a matéria prima para a imortalidade dos seus Vigilantes; Ebal, em discordância do resto do grupo, entregou o cristal para Lias; também de Ebal veio a idéia de se casar com a Rainha Armalu, e assim o fez, se passando por governante de um reino ao sul que não existe e se tornou rei de Navarene; Daeron entrou num esquema de tentativa de assassinato da Rainha, que deu errado e ele acabou preso e quase foi executado por Ebal; a lua cheia atingiu Leone que se transformou causando tumulto e medo na cidade; Mollir foi surpreendido por Zhuma que enviou seu treinado agente, Kwyd, para sequestra-lo alegando vingança contra o pai do paladino.

Esse último evento colocou o grupo de novo junto. Ao menos parte dele, afinal Daeron estava desaparecido desde quando fugiu de sua execução, e Ebal precisaria resolver um assunto pessoal antes. Enquanto esteve fora, Ebal se tornou o centro de intrigas lideradas pelos Night Masks e se viu obrigado a fugir de Charmonde, estranhamente ajudado por Daeron.

Enfim o grupo se reuniu e voltou suas atenções ao resgate de Seria. Deixaram algumas diferenças para trás e seguiram rumo ao norte, para Lostrei, a terra dos espíritos. Viajaram junto com um exército reunido pelos Aeon Priests que consideravam Lostrei uma terra de bárbaros sanguinários. Tudo fruto de falta de informação. Enfim, o grupo, com todas as suas diferenças, conseguiu evitar um banho de sangue, e seguiram. Em Lostrei Rednow encontrou pistas de sua origem, Leone encontrou a casa de seu mentor e Dot, Mollir foi abordado por um espírito que parecia a origem da luz que pulsava a partir dele, e Dot confrontou sua própria sombra e, mesmo contra todos os avisos e advertências, se aventurou na Torre das Memórias, de onde saiu claramente mais perturbado do que já era.

Até que enfim encontraram Seria e tiveram um confronto final com os Traix, que queriam usar a garota para criar uma sociedade igualitária, uniforme e controlável. Tal embate aconteceu dentro das instalações de um Numenera que tinha grandes anéis de vidro preenchidos por um fluxo de energia azulada. Um dos anéis estava quebrado e essa energia escapava por ele e se irradiava pela região. Inclusive suspeita-se que seja essa energia a responsável pelos fenômenos que são atribuídos aos espíritos de Lostrei. Durante o confronto, enquanto todos lutavam contra os Traix, Dot, completamente perturbado após ter entrado na Torre das Memórias, se incumbia de destruir a sala onde se encontravam, o que incluía os controles do Numenera. Sem perceber, ele provocou aumento descontrolado do fluxo de energia se tornou instável, deixando o local a ponto de um colapso. Para fugir das possíveis implicações disso fugiram pelo único caminho aparentemente disponível: a própria fenda do Numenera, através do fluxo de energia. E assim, um a um, todos entraram e desapareceu.

Primeiro ficou tudo escuro e ficou apenas um vazio. Então vieram as espirais violetas girando na imensidão de escuridão para depois desaparecerem e deixar tudo escuro de novo. E veio a luz azul. Provavelmente a luz da própria energia gerada naqueles anéis, mas estavam literalmente imersos nela. É difícil explicar exatamente o que aconteceu durante esse processo, ou quanto tempo realmente se passou entre apagões e lampejos de consciência. O fato é que acordaram de volta na Wandering Walk, de volta do Acampamento da Mandíbula. Retornaram ao início da jornada. Mas era apenas um retorno físico.

E como se isso por si só não fosse suficientemente confuso, não conseguiam sair. Dormiam e acordavam de volta no acampamento. E para piorar, um bando de Rorathicks atacava o acampamento todas as noites à procura de vocês, e até mesmo Kawyd tinha passado por ali procurando vocês. Ora, nem mesmo vocês tinham sequer qualquer suspeita de como foram parar ali, e seus inimigos já estava esperando...

O que veio depois em nada contribuiu para aliviar a dúvida, as indagações, toda a loucura na qual se encontravam. Cada vez que dormiam, revisitavam a escuridão, as espirais violetas, o brilho azul e acordavam de novo ao redor da fogueira no Acampamento da Mandíbula. Até que uma noite a escuridão não deu espaço à luz azul, e o vazio fio tomando tudo ao redor, incluindo sua própria mente. Mente que aos poucos e se apagando, sendo tomada pelo vácuo. Então vieram os pensamentos, essa expressão de consciência que se projetou nesse vazio para reafirmar sua própria existência para enfim......acordar num lugar totalmente diferente repleto de.....mais perguntas!!! Será que em algum momento viram as respostas? E a julgar pelo nível das indagações, será que era sensato ir atrás das respostas?
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#10 - A Dama Da Luz
No vagão em que passava a viagem para a torre de comando, Mollir encontrava-se sentado em posição de lótus. O vagão era o último do veículo, também o que fazia menos barulho - definitivamente o mais apropriado para se concentrar. Com seus estudos sobre Numenéra já acabados e já tendo conversado com todos os membros do grupo que precisava conversar (em específico Helena, a garota dos raios), decidiu voltar ao vagão vazio. Pediu estritamente dessa vez para que ninguém o incomodasse, a não ser que chegassem no local de destino. Desta vez, pretendia finalmente conseguir o que queria.
Mollir não meditava diariamente sem motivo, e não apenas para que pudesse exercitar sua mente e mantê-la constantemente alerta e resistente. A rotina começou na verdade desde a queda do Monólito do Deus Água e tudo que se sucedeu naquele momento. Lembrava-se muito bem da escuridão que tomou sua mente, e em seguida a luz e calor que vinham de um plano além do terreno: um plano cósmico. Enfim, a voz. Uma voz doce, vinda de longe, que perguntava quem era aquele que a ouvia. Desde aquele dia, o Isnodiano incessantemente meditava para tentar encontrar aquela voz outra vez, e sentia estar chegando perto. Sentado no fundo do vagão, respirou bem fundo, fechou os olhos, e se concentrou no escuro de sua mente.
Concentrava-se por meio da técnica que Vulgrim havia lhe ensinado nas montanhas, que vinha lhe ajudando muito em concentrar sua aura naquele planeta de energia alienígena. Conseguia com facilidade pensar agora nas duas forças surgindo, Caos e Ordem, como Vulgrim os chamava, e se unindo formando uma aura branca, brilhante e calorosa. Pouco importava o que os Vigilantes creiam, nem se estavam certos ou errados quanto às divindades do Nono Mundo, se é que elas de fato existiam, mas sem dúvida a prática funcionava. Concentrando-se, aos poucos começava a ressoar com a frequência que sentia vindo da aura que imaginara. Mais e mais parecia adentrar em um transe, até que algo nunca ocorrido aconteceu: ele viu uma luz. Não a luz que imaginava em sua mente, ele de fato enxergava um ponto de luz no fundo do escuro dos seus olhos. Não, aquilo não era mais o escuro de seus olhos fechados, mas sim uma visão paralela a isto. Junto com a luz, crescia um zumbido suave, e um calor envolvente. O mesmo calor de quando desmaiou no monólito! Mollir não podia desistir agora.
Concentrou - se mais. A luz crescia, assim como o som e o calor. O zumbido tornava-se mais presente até tomar seus ouvidos por completo, e bruscamente cessar como se tivesse sido sugado pelo vazio no qual a luz residia. Finalmente, Mollir ouviu a voz, calma, serena, e ainda muito distante, mas era claro: era a mesma voz que ouvira daquela vez.
“... Quem é você...?"
Mollir sentia-se perdido, mas respondeu cordialmente:
"Meu nome é Mollir Verlicht Isnod". Por hora, não perguntaria sobre a voz que conversava com ele, e escolheu começar por perguntas simples.
“... Mollir Verlicht Isnod...Você é diferente... você não é deste mundo".
"Sou de outro mundo. Vim de longe. Como consegui entrar em contato com você?".
“Sua alma me tocou no momento que usou de minha força, Verlicht. Senti sua presença e chamei por você...”.
“Mas como? Não sei como poderia ter interagido com uma voz do além... o que é você? E como poderia me aproximar de sua voz, ó dama da luz? Você está distante”.
“... Continue tentando... o que você ouve é apenas uma projeção. Encontre-me, Mollir Verlicht Isnod, na luz de sua própria alma", disse a entidade. "Veremo-nos outra vez".
Mollir lentamente sentia a presença da voz se esvaindo, junto com o calor, e a luz que vislumbrava. Pouco a pouco, sua mente voltava ao terreno, sem nem saber com quem ou o quê estava falando.
"Não, espere! Quem é você?!", disse o Isnodiano, querendo ao menos conhecer o nome da voz, se é que esta possuía um nome. Muito baixo, ouviu-se uma última vez a misteriosa voz feminina, quase num sussurro.
“... Eu sou o espírito do mundo...".
Enfim, a voz cessara, junto com o calor e a cósmica luz que emanavam na distância.
Silêncio. O som do trem, que sem nem ser percebido, sumira, gradativamente voltava, enquanto a iluminação do vagão podia ser vista vagamente pelas pálpebras fechadas. Mollir estava de volta ao mundo terreno. Passados alguns segundos, o Isnodiano abriu os olhos. Em seu rosto, havia uma confiança renovada. As palavras da entidade ainda ressoavam em sua mente, uma frase em específico dita pela voz. "Encontre-me na luz de sua alma". Mollir sabia, ele encontraria novamente a Dama da Luz, nome que parecia apropriado para a criatura invisível com quem conversara. Sentia que naquele momento havia sido feita uma conexão irrompível, e que era apenas uma questão de tempo até que esta se tornasse finalmente concreta. Levantou-se, suspirou satisfeito, e dirigiu-se à saída do vagão. "Veremo-nos outra vez, espírito do mundo", disse a si mesmo, com a esperança de que a voz o ouvisse de alguma forma.
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Epic!
#9 - Estudos
Mollir estava sentado em uma cadeira do veículo que os movia para a torre de comando a qual precisavam destruir. Já falara com vários membros do grupo, e agora pensava, mas não meditava. Olhava para a arma que tinha em mãos. Presa no braço, um tubo do qual saiam tanto tiros de energia quanto uma lâmina de pura luz, porém não magia concreta como os seus constructos. Parecia energia contida, e pelo que ele mesmo tinha notado no teste que fez na última batalha, uma energia extremamente afiada, se é que se poderia dizer algo assim sobre a lâmina.
"Numenéra... Desde que cheguei aqui, não me envolvi muito com o conhecimento destes aparatos tão diversos, não diretamente... Qual será o poder e o conhecimento por trás dessas coisas?". Levantou de sua cadeira, apontou para uma área sem obstáculos, e ativou a arma. A Beam Lance, como Ebal havia dito após checar em um dos seus dois livros de Numenéra, acendeu mais uma vez, sua longa lâmina surgindo e zumbindo como se emanasse vida própria. Mollir ainda estava perplexo com o que empunhava. "Magia. Não, tecnologia...", pensou.
Parecia mais do que justo uma arma de luz ser empunhada por Mollir Verlicht Isnod. Mas no guerreiro acordara um novo interesse pela tecnologia dos mundos passados e do atual deste planeta, e estava empenhado agora em conhecer melhor os Numenéra, definitivamente. Falou com Ebal e pegou emprestado para a viagem um de seus livros, "O Guia de Sir Arthour Para os Numenéra". Sentou no assento que estava antes, em um vagão vazio, e abriu o livro.
"Sir Arthour, não é? Vamos ver o que você tem a dizer!".
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Entre Irmãos
Mollir ouvira cada palavra de seu amigo com atenção. Parecia ser um melhoramento do último momento em que este estava junto ao grupo, e talvez, só talvez, o estado em que a comitiva se encontrava pudesse melhorar, enfim. Com o tempo, com as palavras certas, e acima de tudo, com a sorte dos deuses ao nosso lado. Quem sabe, uma vez na vida, uma tragédia não nos separaria mais uma vez...? "Se formos enfrentar algo, que seja em conjunto", pensou, e destas palavras vieram uma reza, a Temn, a Ominem, a seja lá qual fosse a divindade que regia este planeta...
Calmamente andando, entrou na tenda de Ebal. O Fareyn, a princípio, olhou a pessoa entrando com braços abertos e um sorriso amarelado amplo, mas antes de dizer o que estava para sair de sua boca, calou-se, e destransformou sua face. Seu rosto mostrava uma mistura de pesar, cansaço, e compaixão. Sorria agora um meio sorriso, apenas, mas este parecia mais honesto que o outro. Mollir, reconhecido por Tinoreum, parou na entrada da tenda do amigo.
"É bom te ver, meu irmão".
Ebal levantou-se, mancou o mais rápido que podia até o amigo, e abraçou-o forte, mas ternamente, o abraço retribuído por Mollir.
Conversaram casualmente por um tempo. Sobre Kawyd, sobre os membros do grupo, sobre como finalmente sentiam seus poderes crescendo ("Viu a arma que eu concretizei no meio da batalha?!", exclamou Mollir feito um jovem para o amigo), e enfim aquietaram-se. Passado o silêncio, o guerreiro virou-se para Ebal, finalmente.
"Ebal, você sabe que confio em você acima de tudo... Como sempre, gostaria de saber se há alguma verdade a mais que você não disse ao grupo, mas que poderia dizer a mim", disse Mollir, curvando-se mesmo sentado. "Se puder, conte-me, irmão. Você sabe que nunca violaria seus segredos".
Esperava respostas do amigo pacientemente. Sua expressão era uma incógnita. As vezes, assim como na fogueira, não conseguia transpassar as expressões do amigo, mesmo após cinquenta anos de amizade.
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