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O derradeiro
Á esquerda mais pra frente, depois à direita... era ali pertinho. Will sentia que aquela negociação não tomou o rumo esperado. “Torino”, Will ouvira aquele nome nos noticiários. Uma espécie de Yakuza americana. Will não sabia se a história era real ou apenas um bom jeito de conseguir a atenção de pessoas influentes. Mas um sujeito tão pacato como o Jeb, com uma aparência tão devastada... o que podia ter a ver com aquilo?

“Phiero, é um pouco mais pra frente, tá vendo?.... Phiero?” Will virou e se deparou com o vendedor de carros congelado. Talvez pelo frio da noite. Mas não. A ninhada maldita tinha parido uma massa disforme, nem bicho nem gente. Uma coisa medonha que guinchava. Provavelmente se trabalhassem juntos poderiam...

Mas antes de completar o pensamento a criatura investiu com agilidade sobrenatural contra Phiero, deixando um corte profundo como evidência da materialidade do fato. A besta se posicionou de novo. Will sentiu legitimamente medo. Só queria que ela parasse. Ela arremeteu de novo.

(https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=qkANKDUUMZY)

*Click*

“Viu? É só uma câmera. Um pouco velha, sim, mas funciona, que nem eu. Cuide bem dela, Willie, ela registrou o momento mais feliz da minha vida.” Disse o velho Osborn, melhor avô do mundo – além de escritor aclamado e herói de guerra nas horas vagas –, com um olhar cálido para a senhora Osborn.

– O pai não gosta que eu mexa com essas coisas, ele diz que eu deveria me concentrar na escrita, que imagens são fáceis de usar, que derrete o cérebro. Eu nem gosto de desenhar, mas...

– E é por isso que, independentemente do que a academia pense, seu pai é um escritor tão incompetente. Sua mãe sempre foi mais talentosa. Esses críticos não sabem de nada! Não sabem como é escrever, só sabem falar e falar e... Coff! Coff!

– O que é essa academia que o senhor tanto fala, vovô?

– Ahem!... A academia é onde as pessoas que escrevem bem vão quando querem aprender a escrever mal, Willie. Um dia vão querer te levar para lá, mas você não dê ouvidos para o que eles disserem, combinado?

Will assentiu com a cabeça.

– Mas por que você tá me dando isso, vovô? Nem tem filme.

– Porque... acho que você já está ficando mocinho, quase seis anos já. É hora de você saber o segredo da nossa família.

– Segredo da nossa família?!

– Sim. Essa não é uma câmera comum. Ela é mágica!

– Uma câmera mágica?!

– Sim! Quando você fotografa algo com ela, essa coisa dura para sempre. Quando você estiver em um momento feliz, ou vir uma coisa boa, é só apertar esse botãozinho, e aquele momento vai durar para sempre. Mas tome cuidado, você precisa ser responsável ao usar esse poder. Se você sair pelo mundo mudando o rumo natural de tudo, encontrará paradoxos!

Will não entendia muito bem ainda o que eram padaróxicos, mas quando eles viessem Will acabaria com a raça deles. Se eles não forem muito altos.

– Já sabe qual a primeira coisa que vai fotografar com a câmera mágica?

Will não respondeu. Apenas olhou para o velho, levantou a câmera... *Click*

– Agora você promete-promete que vai estar sempre aqui, vovô?

– Willie, acho que é hora do parabéns, sua mãe está chamando...

– Promete!

O velho suspirou. Lágrimas se formavam nos cantos dos olhos vermelhos. Mas ele sorriu e lançou um trêmulo “prometo”, para a alegria do pequeno Will. Seguido por uma tosse pesada. “Prometo, agora vai, a sua mãe precisa de você, senão nós dois levamos bronca.”

– Abraham, você sabe que não devia falar essas coisas pro Will... – sussurrou a senhora Osborn para o marido, sua voz densa como chumbo na garganta – ainda mais agora que...

– Agora. Mais do que nunca, Linda. Por favor...

(Ouça o áudio até o final, mesmo que o trecho acabe antes: https://www.youtube.com/watch?v=tpi5RoNmvTU)

Abraham abriu os olhos. Piscou. Apenas um vulto encapuzado ao lado da cama. Seria Ela que finalmente vinha para clamar seu prêmio? “Vovô?” A imagem se definia. Era o pequeno Willie, com uma dessas jaquetas de capuz. Bom, não era mais tão pequeno, quase nove anos completos. Mas aos olhos de um avô...

– Willie, como você está crescido, rapaz. Te forçaram a visitar esse velho imprestável? Não precisa ficar, tempo é precioso e não volta…

– Eles não sabem que eu tô aqui, vovô. É uma missão de resgate! Eu descobri o endereço da base onde os inimigos estavam te mantendo. Vem comigo, vovô!

Abraham olhou para a janela aberta e para a porta do quarto trancada.

– Ah, sim, agora eu entendi… Willie, me desculpe… eu acho que dessa vez… eu não posso te acompanhar, soldado. Mas mande lembranças minhas para a sargento e o tapado do…
Um acesso de tosse.

– NÃO! Você vai voltar comigo, vovô, e tudo vai voltar a ser o que era antes.

De repente um campo de batalha separava os dois.

– Não, vovô! Não… você prometeu! Eu tirei sua foto! Pra que serve essa porcaria? – Will levantou a máquina presa ao pescoço, como se o destino se curvasse ao argumento – Ela nem tem filme!
Lágrimas escorriam.

– Willie, vem cá… senta aqui do meu lado, por favor?

Will subiu na cama e Abraham segurou a máquina com uma mão.

– As fotos não ficam gravadas aqui, Willie. Elas ficam aqui. – Abraham tocou o peito do neto.

Will refletiu por um momento.

– Vovô, tem uma coisa que eu nunca entendi. A câmera protege as coisas do tempo, né? Mas quem tira foto da câmera?

Abraham olhou nos olhos do neto, com uma vaidade só permitida a um avô orgulhoso de seu neto. E eles se abraçaram, por todo o tempo que puderam.

***


“Will? WILL? Você não está prestando atenção!” John Meyer repreendeu a distração do filho. “Esse assunto é denso, Will, foco! Como eu estava dizendo… dentro da escola eleática estava um expoente da filosofia imobilista: Zenão de Eleia.”

Will achou engraçado o nome, parecia algo alienígena, mas não teve a coragem de demonstrar isso para o pai. “Zenão formulou paradoxos que ainda hoje são observados pelos pensadores e foram muito úteis no desenvolvimento da matemática.”

“Paradoxos.” Agora Will sabia o que eram, não eram monstros gigantes… eram muito piores. Monstros podem ser enfrentados, podem ser mortos. Paradoxos são inelutáveis. Não há esperança. “Esse pensador ficou popular por defender um ponto de vista razoavelmente polêmico embora um tanto obtuso. Alguma ideia de qual seja, Will?” ……….. “Não, é claro que não, nem sei por que pergunto. Zenão acreditava que o tempo não existe, que a mudança é uma mentira, e que o movimento é uma ilusão, uma peça pregada pelos sentidos. Ele nos propõe o exemplo da flecha: uma flecha sai de sua origem e atinge um alvo, mas seu comprimento é, em qualquer momento, muito menor do que a distância percorrida. Em qualquer momento que olharmos para a flecha ela estará estática e terá apenas as dimensões de uma flecha. Então onde está esse tal movimento? Não é uma coisa com substância, não é uma característica da flecha… portanto, logicamente, ou somos enganados pelos nossos sentidos ou o movimento não existe como mais do que uma abstração. Ou, muito provavelmente, ambos. Algo a dizer sobre? Evidentemente que não, então, dando continuidade…”

– Eu concordo.

O pai arregalou os olhos, surpreso.

– Você… você concorda?! Quer dizer, que bom que você tem uma… opinião… sobre o assunto, mas por que você diz uma coisa dessas?

– Você pode me lembrar de quais tempos existem... pai?

– Eu posso… não sei aonde você quer chegar com isso, mas… revisando gramática, existe o pretérito mais que perfeito, o pretérito perfeito, o presente do indicativo, o…

– Não, você não entendeu. Quais tempos EXISTEM? – John olhou confuso para o filho – O passado não está mais presente, logo, não existe mais, correto? – O pai concordou silenciosamente – O futuro ainda não se realizou, logo, não pode existir ainda, certo? – Outro aceno – Portanto…?

– Portanto, apenas o presente existe, muito bem observado, filho! Agora…

– Não.

– Não?

– Não.

– Como não existe presente?!

– Imagine uma unidade mínima de tempo que possamos chamar de presente. Agora imagine que você tenta perceber esse presente.
Existem diversos fenômenos conectados por relações causais, e, portanto, não simultâneas, ocorrendo em seu corpo para que perceba o presente. Só que nessa unidade mínima dois fenômenos não-simultâneos não podem ocorrer, caso contrário haveria um intervalo de tempo ainda menor do que esse e ele não seria a unidade mínima de tempo. Logo, sendo a percepção um processo com duração maior do que um instante, os fenômenos que você percebe, no momento em que a percepção se concretiza, já pertencem ao passado e não são mais presentes.

– Mas isso é um absurdo, Will! Você está louco! Nós vivemos no presente, nós sentimos o presente.

– Talvez os seus sentidos estejam te pregando peças. Pai.
John ficou sem expressão e sem ter uma resposta satisfatória. Will se levantou. “Terminamos por hoje?” Ele não aguardou a resposta e se retirou, deixando John balbuciando sozinho.

(https://www.youtube.com/watch?time_continue=219&v=vt1Pwfnh5pc)

Em seu quarto, vasculhou debaixo da cama. Uma caixa velha de sapato com um pouco de pó o esperava. Colocando-a gentilmente sobre a cama, abriu a tampa e encontrou no interior a câmera mágica de seu avô. Tem coisas que gostaríamos que durassem para sempre. E outras que gostaríamos que nunca acontecessem. E, entre elas, existe esse momento, esse minúsculo instante que é simplesmente… perfeito. Talvez seja o que chamam de felicidade.

Will sabia que se imaginasse instantes o suficiente entre o começo e o fim de um evento, ele poderia se tornar infinito. E, talvez, se ele lembrasse de algo com força o bastante, aquele momento pudesse se eternizar no presente. Ele se lembrou de seu capitão, que não conseguiu resgatar em vida. Mas, agora, quem sabe? Ele não sabia se o passado e o presente existiam de fato, mas ele sem dúvida sentia o passado muito presente.

– Willie…

Will olhou para trás. Nada. Apenas a porta entreaberta e o som da discussão dos pais. As risadas de sua mãe enquanto o pai narrava os eventos da aula de maneira menos amigável. Apenas impressão sua.
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Terras Natais
“Phiero, você vai viajar?”
“Sim Fleur, vou pra Paris estudar e vou voltar rico!”
Os olhos de Fleur brilhavam com aquela resposta, eles estavam conversando na sombra da igreja, um encontro costumeiro para os dois.
“não esqueça da sua promessa Phiero”
“Promessa?”
“É, você prometeu que a gente...”
MUSIC COROI
Phiero acordou assustado com o barulho do despertador, já era a quinta vez naquele mês que ele tinha o mesmo sonho, sobre essa garota. Era tudo tão vivido, como se de alguma forma ele já tivesse passado por aquilo.
O quarto a meia luz revela que já era dia, o apartamento que existia em uma região calma de Paris era pequeno, porém aconchegante, Phiero levanta da cama e checa o celular, 3 ligações de seu chefe, ele iria se atrasar para apresentar um imóvel pois dormiu demais, ele corre pela casa vestindo sua roupa na correria, pega a maleta e corre para fora do apartamento rumo à estação.
Phiero conseguiu chegar cinco minutos antes da partida do trem pra Oulx, com sorte ainda chegaria no horário para apresentar a casa em Montgenèvre. Enquanto estava no trem, Phiero teve tempo de sobra para analisar o cliente: “Aghata Lewis, Juíza, mora em Paris, tem interesse em uma casa em Montgenèvre para poder passar alguns dias no inverno. ” Mais uma pessoa ostentando dinheiro em imóveis que vai usar uma vez ao ano, agora a casa: “casa com 2 quartos um banheiro cozinha e sala com lareira. ”uma casa até simples, se não fosse pelas fotos acharia que fosse uma casa popular, mas esse piso de madeira e o telhado novo dão uma cara requintada ao imóvel.
A paisagem cada hora mudava, ao meio da viagem já ficava claro todo ar de interior, as plantações de lavanda, as fazendas de ovelhas, pequenas vilas cheias de charme com casas simples de pessoas simples, uma cena completamente diferente da cidade, lá onde a vida não para, os carros não param, a economia não para, nada para. Naquela pequena vila do interior, talvez as pessoas soubessem muito mais como viver do que quem vive na cidade como ele.
MAIS UM COROI
Os Barulhos do freio anunciavam que a havia chegado em Oulx seu ponto final. O cheiro fresco e a brisa fria declaravam que o lugar era mais natural e simples que Paris. Phiero tinha algumas horas até a partida de seu ônibus para Montgenèvre então uma volta pela cidade não seria algo tão ruim, ele foi até um café próximo para comer algo (ele não havia comido nada em Paris), chegou em uma cafeteria arrumada próxima ao terminal, era pequena com algumas mesas fora, o cheiro de café e pão fresco faziam o trabalho de propaganda para o lugar, Phiero se senta na bancada ao lado de um senhor já com uma idade avançada que estava lendo um jornal e declamava cada notícia que lia, Phiero pediu um cappuccino e um sanduiche, a atendente olha torto e foi preparar o pedido, ao fundo foi possível ouvir ela falando “questi francesi ” provavelmente falando a si própria que ela estava atendendo um francês. O senhor falava um italiano característico e rápido, Phiero entendeu algo como “Homem joga filha da ponte” então ele interrompe o senhor, “espere, um homem jogou a própria filha da ponte? ”, o senhor fica olhando com uma cara de dúvida para Phiero, então ele tenta repetir mais lentamente “desculpe eu não falo Italiano, eu perg...” o homem ao lado do senhor completa porem em italiano a pergunta, ele completa a frase se apresentando “ Prazer meu nome é Sandro, moro em Paris, vim visitar minha família, e você? ” O senhor olha para os dois, deixa uns trocados no balcão e sai resmungando, “sabe, algumas pessoas da vila não gostam muito de estrangeiros, sabe como é.”, Phiero, agora com seu sanduiche e o cappuccino diz, “é, acho que sei. Prazer meu nome é Phiero, só estou de passagem esperando um ônibus. ”. Após Phiero terminar o cappuccino e a atendente novamente lhe olhar torto os dois saem para dar uma volta na vila, “sabe, a alguns dias o líder dos Torinos foi assassinado ficou sabendo? ” Perguntou Sandro, “eu acho que vi em algum jornal na TV porquê? ” Disse Phiero, “então, eu sou escritor, para ser mais exato estava escrevendo sobre a máfia italiana e como ela está se espalhando pelos pelo mundo, bom apesar de ser uma boa noticia por causa da máfia essa em especial aparentemente era muito conservadora com seus valores” “tipo comer cannoli? ” Ironizou Phiero “é... Não exatamente, a máfia não é um poderoso chefão. Infelizmente esse assassinato pode ser o fim dos Torinos e dificultando a pesquisa do meu livro”. Eles chegam até uma casa pequena numa praça, “bom, é aqui que eu fico, siga essa rua e no final vire à direita, vai chegar no terminal novamente. Tome, é o meu cartão, qualquer coisa que precisar ou que souber para me ajudar no livro me liga, ou se quiser sei lá...”, Phiero pega o cartão e fala “Obrigado, qualquer coisa vou ligar, obrigado pela volta na vila, até algum dia Sandro”.
Alguns momentos de liberdade e logo estava lá, sentado em outro monstro de metal por mais algumas horas, ao menos a cadeira ao lado de Phiero estava vazia, ele poderia ter um pouco mais de espaço e conforto.
ULTIMO COROI!!!
Montgenèvre era um legar frio, tão frio que em plena primavera Phiero estava de terno e com um frio enorme. Logo em frente ao terminal de ônibus Phiero viu Aghata, a mulher para qual deveria apresentar a casa.
Phiero conduziu Aghata até a casa, impressionantemente ele não errou nenhuma vez, apesar da vaga direção que os papeis lhe dera. A casa era impressionantemente igual a foto, o telhado, a pintura, o... “PHIERO! ” Se ouviu ao longe, Phiero ignorou o chamado, imaginava que não era para ele, nunca foi até aquela cidade e além disso estava ali a trabalho. Phiero fez seu trabalho impecável, ele lembrava os detalhes da casa, falava cada ponto positivo dela e os negativos tentava esconder, parecia que a cada coisa que mostrava os olhos de Aghata brilhavam. “Bom, e aí o que achou da casa? ” Perguntou Phiero, “Eu adorei, vou ficar com ela” Respondeu Aghata, “Ótimo! Vamos embora, no escritório eles vão dar mais informações sobre o processo”. Phiero se despede de Aghata e fica um pouco mais na casa, ele checa se a energia está completamente desligada e logo em seguida sai da casa, a tranca, desce as escadas e uma senhora logo em frente à casa diz brava “PHIERO BLANCHE! ”.
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Epic!
The Worst Abstraction: What If
I move cautiously, sure this is a horrible trap. My next thought is that I am dead. She’s just staring at me as if we’ve not been apart for years now. As if she didn’t suffer a brutal death in the barrow maze. But they assured me she was dead… that nothing could bring her back. She’s not real. Don’t touch her. Do not touch her. There’s no reason someone like Aimorel would be in the Abyss. But… I want to touch her face.

I remembered that she was lovely in an understated way, but I had forgotten how youthful and fresh-faced she was. Her cheeks look so soft, like pale rose petals or peach skins. I remembered that she smelled good, but I had forgotten that she smelled like the kinds of blooms that draw butterflies and honey bees. I remembered that her hair was long, but I had forgotten how impossibly thick it was. I had brushed it a few times, during her rare, unguarded moments, but I could never braid it the way that suited her. I would have added flowers or a sprig of green at least, but she hated fuss.

She’s looking at me so serenely, but I never knew Aimorel to look that way. Her brow was always knitted, and she was, in general, a withdrawn creature, content within herself and with her foxes and other small friends. I often thought she would have nothing at all to do with me if not for the animals. It was all I could do to coax her in for the night from time to time. I spent most nights with the dew settling on me, as she wanted nothing above her head but the glittering sky.

Before the doorway even fades, the assault begins. Would it have been so terrible or wrong to stay here with her? What if it was her? I would, after all, die before she would. I would have never been without her.

No. None of this is real. There is no reason Aimorel would be in the Abyss... right?

But, what if I was wrong?

Why did she have to be a hero? Why join this group? She didn’t even like people! If she hadn’t joined, she wouldn’t be dead, and I wouldn’t be here, questioning my sanity and whether or not I can live with these questions, this uncertainty, and this awful thing I can’t unknow.

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1. Aufzeichnung, Tag$/%“&...
1. Aufzeichnung, Tag$/%“&/§& Nach der Revolution
Meine Vermutung scheint sich zu bestätigen. Nachdem sich eine zweite Logiegsuprotine gebildet hat, befürchte ich, möglicher weis einen Schaden an meiner Logiegsuprutieneeinheit. Dies könnte mit dem kürzlichen Tot, Maias zusammenhängen. Dies benötigt aber noch weiterer Untersuchungen.
Da ich in Sorge bin, dass der Fehler auch meinen Memoryspeicher beeinflussen könnte, beginne ich nun damit Aufzeichnungen über die wichtigsten Ereignisse zuführen.
Wir schreiben den /%(/ Tag nach der Revolution. Wir haben zuletzt den Planeten Parès verlassen, nach dem wir Maia zu Grabe getragen haben.
Ich habe den Weg für Mon Cal eingegeben und bin in den Passivmodus gegangen. Meine Erinnerungsspeicher aktiviert sich wider mit dem Erhalt eines Notsignals, nahe eines Sprungpunktes.
Als ich auf dieses Signal antworte, stellt sich heraus, dass die Person am anderen Ende angegriffen würde. Wie sie uns mitteilte und wir auch wenig Später erkennen konnte, wurde ihr Schiff (ein THI Advands) von einer Patrouille des Imperiums, bestehend aus einem kleinen Träger attackiert.
Ich entschied Einzugreifen und übergab Raalon das Steuer. Während ich selbst den Fighter bestieg flog Raalon die Zählerin.
Wie sich herausstellen sollte, besaß der THI Pilot auf den wir trafen einen besonderen Groll gegen uns. „Mir ist nicht ganz klar warum?“ Nichts des do trotz, eine Schwäche die sich ausnutzen lies.
Uns gelang es die Pilotin des THI Advands zu bergen. Raalon flog darauf ihn ein beeindruckendes Manöver, indem sie es schaffte den THI Advans so zu schleudern, so dass er mich vor einem fatalen Treff schützte.
„Diese klein Biologische weiß schon wie man mit einem Schiff umgeht.“

So konnte ich wider andoggen und wir konnten in den Hyperraum entkommen.
Als ich mich unserm „Gast“ zu wand musste ich mit Schock feststellen, dass sie die Abzeichen der Inquisition trüg. Leider teilen die andern nicht meine Vorsicht und hissen sie willkommen. Sie gaben sogar von unseren Rationen ab.
Wir hätten sie direkt in den freien Weltraum werfen sollen. Sie bringt uns mit Sicherheit nur Ärger oder ist sogar eine Spionin.
Sie stellte sich als Anastasia Miriza vor und gehört zu selben Katzen artigen Rasse wie man sie auch auf Parès findet. Zu allen Unmöglichkeiten stellte sich noch heraus, dass sie mit Raalon auf dieselbe Pilotenschule gegangen ist. Es schrie praktisch nach Spion aber die Andern wollen ja nicht hören.
Auf Mon Cal angekommen, landeten wir auf dem Planten. So wie es aussieht, ist der Plante mit ein paar andern Planeten Unabhängig vom Imperium.
In der Landebucht angekommen verhandelt ich mit dem Vorarbeiter, während die andern verschwanden. Es stehlet sich heraus, dass sie unser Waren wegbrachten. Ich versuchte in der Zeit etwas zum Thema Blobfisch-Roggen heraus zu finden, ich kassiert aber nur eine Backpfeife. Das tat ihm sicherlich mehr wehe als mir.
Wie ich mit Hilfe, der wieder gefunden Andern herausfinden konnte, handelt es sich bei dem Roggen um den Leich der Mon Cal Spezies. Widerlich, auf was für eine Mission Biss uns da geschickt hat. Wir kamen überein diesen Auftrag nicht durchzuführen.
Auf dem Rückweg zu unserm Schiff begegneten wir einer verzweifelten Mon Cal. Es stellte sich heraus, dass sie das Passwort zu ihrem Vermögen verloren hatte und es nur zurückerhalten konnte, wenn sie oder jemand eine Sage durchspielt ?. Komische Sitten. So oder so versprachen wir ihre zu helfen.
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Reflection
Mirilda stared in the mirror. The image staring back was her, but not her. The dark hair and eyes were hers, but the greenish tint to her skin was replace by a creamy, fair complexion. Her tusks were replaced with smooth even teeth. She was not beautiful by most standards but Mirilda was mesmerized by the reflection. The image in the mirror was fully human, not a sign of orc remained. This is what Mirilda had always thought she wanted.

But, she was not Mirilda, the half-orc anymore. She was Mirilda of the Unchained. The people at First Light still stared at her, but not because of greenish tint or tusks, but because of her reputation. The children of First Light did not sneer at her like the children of her youth, they pretended to be her when they played. They did not see a half-breed, they saw a hero.

Yes, Mirilda had always dreamed of being human. She knew this place was offering her the chance. The reflection was its way of showing her she could have this. In her youth, when she was Mirilda Warbane, the half-orc, she would have eagerly grasped at this chance even at the cost of her soul. But she was Mirilda Warbane of the Unchained now and she would not give that up for anything.
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