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West
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Allador Stirs
Reota Rising
The last bit of sunlight lay over the land, casting long shadows through the woods of Allador. With Summer's zenith a fortnight gone, the long days of summer had already begun to fade. Crackling fires held back the oncoming darkness as they roasted the day's catch; rabbit and roots, as usual. The hot food warmed the young men's bellies as they chattered on about their adventures these past weeks.

Under the leadership of Reota's would-be heroes, the impromptu militia had proven itself hardy and tenacious. Though their foes fought like beasts, sickles and woodsman's axes grew familiar in their hands. Their numbers had dwindled, but their impact was obvious. The mountain men dared only patrol the barest of land about their doors, and each patrol brought many soldiers and weapons of steel.

Seeing their impact, the party decided it would be best to make a temporary retreat. With wounded slowing their progress, the risk was simply too great. Retreating across the river, a small camp has been established. The Reotan men post watch at the two nearest river crossings for fear of a counterattack from the Mountain Men.

Now, the men (and women) whisper of what is to come. Many grip spear hafts eagerly, though their eyes always dart to the crippled and wounded they carry along. Though one thing is on every tongue, and it has been posed to the party as a whole. A true company ought to have a name, and they place it upon YOU to do the honors.
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O Recomeço. (cont.)
As coisas não estão muito diferentes no orfanato. Já faz alguns meses que nós voltamos, e ainda estamos esperando pelo Bulgrin. A vida aqui é pacifica. Eu gosto de ver as crianças brincando, tão puras, tão inocentes. Me faz pensar em minha própria infância (...). O treinamento deles está indo melhor do que eu esperava. Alguns se adaptaram muito bem a nova vida. Guerreiros, especialistas, magos e clérigos. Muito bom realmente.
Eu tento passar todo o meu tempo livre com as crianças, alguns deles me veem como um parente. Outros, tenho certeza, têm certos impulsos quando eu estou perto. É estranho ver as crianças, me olhando como se eu fosse algo precioso ou raro. Às vezes me da um pouco de medo. Mas não é pior do que sair sem me disfarçar a uma taberna.
Depois de oito meses, o anão retornou.
As novas não são boas, Bulgrin é um príncipe agora de sua terra, seus irmãos e irmãs foram mortos na guerra contra os gigantes, mas o pior de tudo: a mãe dele foi corrompida e ela contribuiu grandemente para a morte dos irmãos e quase a morte do pai.
Droga, eu achei que isso tinha acabado. Todo o meu antigo grupo foi morto, por causa de um ritual em um navio. Eu não participei dele, por que eles insistem em me perseguir?
Eu mostrei ao mago meus livros... Os mesmos que o Bulgrin me ajudou a contrabandear de Aguasprofundas, e que o Semmemon guardou para mim, por um tempo. Eu tenho certeza que eu vi algo parecido em um daqueles livros, mas eu preciso estudar mais sobre isso.
Nós temos uma nova pista. Pessoas mortas, sem sangue, pessoas desaparecidas, os sintomas são os mesmos. A cidade de Tilverton é bastante longe daqui. O mago não consegue nos teleportar para lá. Teremos então, uma boa e velha marcha pela estrada.
Nós encontramos com uma caravana no meio do caminho. O líder parecia assustado, e amedrontado. Ele nos aconselhou a não parar em Highcastle, pessoas estão desaparecendo por lá.
Ewrham queria saber se a caravana vendia escravos. Eu tentei perguntar discretamente ao líder, mas ele não gostou muito da pergunta.
Quando chegamos a Highcastle, o grupo se dispersou para procurar por informações. O especialista sumiu novamente. Mas isso é normal. Eu só não gosto do fato de eu ter que contar o que eu estou fazendo, mas ninguém mais faz isso.
Eu adoro crianças, conversando com elas, um menino parece querer dizer uma coisa, mas está com medo, então eu o fiz ficar mais relaxado perto de mim, amenizando os medos dele e fazendo ele me ver como uma pessoa que ele pode confiar.
A mãe dele sumiu, e o pai dele só bebe.
Eu resolvi então mudar minha aparência para parecer com a mãe do menino. Ele pareceu muito feliz, em ver a “mãe” dele novamente, mas o marido não ficou.
Ele me acusou de tê-lo abandonado, e tentou me bater. Muito barulho, os vizinhos logo se juntaram, eles também estão me condenando, um dos guardas da cidade, me ameaçou, dizendo que as coisas ficariam piores para mim se eu não parasse com aquela brincadeira de mau gosto. Eu tentei entrar na casa novamente, mas ele ficou mais bravo ainda. Ewrham perdeu a paciência. Eu não gosto de fazer isso, mas já que ele está pedindo. Eu não vejo por que não fazer.
Eu “falei” para o guarda me procurar mais tarde na taberna, mas para ele ir beber algo, e não me procurar diretamente.
Acho que já está na hora de descer para o salão, o guarda já está lá. Eu ainda não pensei como eu vou fazer para conversar com ele sem parecer suspeito. Ahh, eu posso fazer isso.
Com uma aparência de uma mulher, adolescente, mas muito bonita, eu fui para o salão principal, e o guarda depois de alguns minutos, me “chamou” para dançar. Nós dançamos bastante. Eu realmente gosto de dançar, e eu não precisei fingir que eu estava gostando. Depois de alguns minutos, ele me “levou” para o meu quarto.
Lá, já sem precisar mais disfarçar, ele me contou tudo que ele sabe sobre a cidade. Parece que xerife e o clérigo, estão agindo em conjunto com o que quer que esteja acontecendo. Eles estão obrigando os moradores a ficarem calados sobre o assunto. Eu acho que nós podemos ter chamado atenção desnecessária, ao causar toda essa confusão na cidade.
Eu estava desarrumando o meu cabelo e vestido, e desarrumando as roupas do guarda, para parecer que nós realmente fizemos algo. Mas começaram a esmurrar a porta.
Droga, hoje realmente não é o meu dia. O guarda era casado, e agora a esposa dele está ali. Não há muito que fazer nessa situação, abri a porta e deixei-a entrar. É humilhante apanhar na frente de tanta gente, mas tudo bem. Eu fiz uma cara de moça inocente, enganada pelo vilão, e depois de apanhar um pouco da esposa, os observadores ficaram com dó de mim e arrastaram a mulher daqui.
Eu passei o resto da noite no meu quarto. Eu preciso contar para o grupo o que eu descobri.
Durante a madrugada, alguém bateu no meu quarto. O mago me procurando. Parece que eles descobriram algo e que estão indecisos sobre o que fazer.
Tudo que eu fiz foi em vão. Mesmo me mandando conseguir informações, e me fazendo passar por aquela situação humilhante, o especialista agindo sozinho, parece que conseguiu a mesma informação que eu.
Eu realmente perdi a cabeça com eles. Eu tenho que dizer o que estou fazendo, mas eles nunca me contam nada. E maldito ladino, como ele ousa me chamar de pessoa desprovida de inteligência, se é ele que está ponto tudo a perder, agindo sempre por conta própria?
Maravilha, fomos expulsos da cidade. O anão não conseguiu se conformar com a situação, ele quer de todas as formas voltar e matar o xerife e o clérigo. De alguma forma, ele botou na cabeça que os dois estão envolvidos com a situação da mãe dele.
O elfo novamente me pediu para contornar a situação. Dessa vez, com um aliado. Assim, eu convenci o anão a não fazer nada, pelo menos por alguns dias.
O mago, o ladino e o Corton, voltaram à cidade, de forma secreta. Eu não sei o que eles pretendem fazer, mas eles me pediram para esperar aqui. O meio dragão, disse que ia tomar um banho, mas já faz quase um dia que ele saiu.
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Tags: eventos , historia , resumo
Capítulo 1: O festival da Cauda de Andorinha.

Goblins mastigar e goblins morder.
Goblins cortar e goblins lutar,
Apunhale o cachorro, corte o cavalo,
Goblins comer e tomam a força!

Goblins correr e goblins pular.
Goblins golpear e goblins derrubar.
Queime a pele e esmague a cabeça,
Goblins aqui e você é morto!

Persiga o bebê, pegue o filhote.
Bata a cabeça pra fazê-lo calar.
Ossos ser quebrados, carne ser cozida,
Nós ser goblins! Você ser comida!

-Canção dos Goblins.




Por cinco anos, os fieis de Sandpoint frequentaram a igreja em uma pequena estrutura de madeira, construída depois que o incêndio destruiu a antiga catedral. Cinco anos desde que o Padre Ezakien Tobyn e sua filha Nualia morreram no fogo. Cinco anos desde que o açougueiro espreitava as ruas de Sandpoint. Cinco anos desde as “Ultimas Incomodâncias”. Agora, a nova catedral está finalmente pronta. Tudo o que falta é o festival da Cauda de Andorinha para renovar as bênçãos dos deuses no local, e será como se o incêndio de Sandpoint nunca tivesse acontecido.

Na praça da cidade, viajantes, visitantes e mercadores se acomodam. Comida, bebida, roupa, artesanato locai e vários outros apetrechos estão em barracas, prontos para receber os visitantes.

Diante da igreja, um grande palco foi montado, e a multidão já enche o local, esperando o início do festival.

-Obrigado a todos vocês por terem vindo aqui hoje! – Uma sorridente mulher disse ao subir no palco, o rosto agradável, acompanhado de um cabelo ruivo cortado de forma bem justa. Ela parece ter já os seus 30 anos, mas apesar do rosto sorridente, parece uma pessoa muito decidida e atenciosa.
-É com muito prazer que recebemos todos vocês em Sandpoint! E vejam! Até mesmo o workaholic do Larz, conseguiu se desgrudar do curtidor para vir participar! Meu nome é Kendra e eu sou a prefeita da cidade, e novamente eu lhes desejo boas vidas a Sandpoint e espero que aproveitem o festival!
Kendra então da lugar no palco para uma segunda pessoa. Um homem alto, de pele escura. Um rosto severo e decidido, a cabeça raspada, os olhos negros, com cara de poucos amigos, por baixo da cota de malha, é possível perceber o porte de uma pessoa acostumada a lidar com atividades pesadas ou até mesmo a carregar peso, e uma espada presa à cintura.
-Eu sou o Sheriff Hemlock. Aprontem e vocês terão que se ver comigo. – As risadas, os sorrisos que estavam nos rostos das pessoas pelo discurso da Kendra, começaram a diminuir quando o sheriff subiu ao palco, e morreram quando ele abriu a boca - Não se esqueçam de tomar cuidado perto das fogueiras.
-Respeitem a lei, respeitem o próximo e tenho certeza que todos nós teremos uma tarde muito agradável.
-Peço agora um minuto de silêncio, em memória a aqueles que morreram no incêndio e nas mãos do açougueiro.
Não havia necessidade de pedir por silêncio, todos já estavam quietos depois de tão bem humorado discurso. Ao final do tempo estipulado, Hemlock se virou e foi para um dos cantos do palco, perto agora da constrangida Kendra. Mas logo em seguida um homem muito bem vestido e aparentado, cabelos longos negros e um fino bigode, sobe ao palco.
-Ah, xô! Desgruda ô coisa chata! – diz ele, fingindo que há algo grudado em seu sapato, mas olhando para o sheriff.
-Olá meus amigos, visitantes, clientes, e colegas! Bem vindos a Sandpoint! Pacata Sandpoint! Adorável Sandpoint que passou por maus bocados, desavenças, dificuldades e até mesmo falta de compreensão de seus moradores na construção de sua nova e esplendorosa catedral! Hoje, despois de muito trabalho, suor, orações, finalmente vamos inaugura-la! Grande, bonita e inigualável! Mas acreditem, não é somente a catedral as grandes novidades aqui em Sandpoint. Não se esqueçam de ir conhecer nosso também magnífico teatro! E amanha lançaremos uma nova peça: A maldição da Harpia! E acreditem a rainha harpia será interpretada por ninguém menos que a diva magnimariana Allishanda! – Um grande sorriso, uma piscadela para as raparigas presentes, um floreio e ele da lugar no palco para uma quarta pessoa. Um senhor já te meia idade, trajando roupas simples e humildes, de rosto carismático e bondoso, cabelos escuros a barba bem feita, pele um pouco bronzeada e estatura mediana.
-Olá meus amigos, meu nome é Zantus e eu sou o responsável pela nova catedral. Sem mais delongas, e atrasos. Sejam bem vindos e oficialmente começa agora o festival da Cauda de Andorinha!
Risadas, aplausos e musica começam assim que ele termina de falar e a multidão começa a se dispersar, no que promete ser um dia repleto de diversão, surpresas e novidades.

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As atrações em Sandpoint, nesse dia são muitas. Festejos, competições, brincadeiras, uma pequena feira com uma imensa variedade de pequenos artesanatos, brinquedos, amuletos. Para os mais corajosos, a velha madame Mvashti oferecia para ler a sorte e futuro – Não é necessário dizer que a maioria das pessoas na fila era as raparigas, esperando e torcendo pela sorte no futuro – A bebida era servida de graça, em três partes diferentes, cada uma delas patrocinadas por uma das tabernas da cidade.
Ao meio dia Zantus e seus assistentes, guiam uma carroça coberta até o centro da praça, seguidos por dezenas de crianças eufóricas. A agitação chama a atenção das outras pessoas que se juntam para ver o que está acontecendo, quando Zantus começa a falar:
-A muito, muito tempo atrás, Desna em sua incansável luta contra a opressão, se viu em uma situação difícil contra a deusa dos monstros, Lamashtu - As crianças exclamam espantadas com o nome – Depois de dias de árdua batalha, e usando de métodos desleais Lamashtu, conseguiu ferir mortalmente Desna, que caiu dos céus em nosso mundo.
-Machucada e desamparada, Desna perdeu a consciência por curto período de tempo. Ao acordar, ela estava em uma pequena choupana, coberta por um pedaço de pano muito velho, mas ainda assim bastante limpo. Suas roupas estavam dobradas ao seu lado, e suas feridas limpas e cobertas em tiras de pano.
-Ao olhar em volta, ela percebeu ao lado de sua cama uma pequena menina, dormindo no chão. Mas esta logo acordou e perguntou se ela estava com fome. Mesmo dizendo que não, a menina foi até um tosco armário, de onde tirou um único pedaço de pão e um pote de mel. Desna se surpreendeu então, ao perceber que a menina que cuidou dela, além de viver sozinha, era cega.
-Comovida e em agradecimento, Desna transformou a menina em uma borboleta imortal, para que ela pudesse voar de dia e de noite e observar as maravilhas do mundo!
Ao terminar o conto, os assistentes então, tiram o pano cobrindo a carroça, libertando, em uma tempestade furiosa, milhares de borboletas calda de andorinha, que sobem em espiral em um turbilhão de cores para a alegria das pessoas que observam. Durante o resto do dia, as crianças inutilmente perseguem as borboletas, nunca rápidas os suficientes para pega-las.
O almoço é providenciado de graça, cortesia também das três tabernas da cidade. Cada uma delas trás a tona seu melhor prato – tanto para alimentar os participantes, quando para “recrutar” novos clientes. Mas rapidamente se torna claro que, novamente, Ameiko Kaijitsu, ao qual o notável salmão ao molho caril e hidromel pre-inverno, facilmente ofuscam as outras ofertas, como a sopa de lagosta do Peixe-Bruxa ou a apimentada carne de veado do Cervo-Branco.
Finalmente, ao cair da tarde, quando o sol começa a se por, o padre Zantus sobe ao palco e usa uma pedra da tempestade para atrair a atenção de todos.
Um alto estrondo, como o estalo de um distante trovão, corta através da multidão animada enquanto os raios do sol poente colorem as nuvens em uma cor avermelhada. Um cachorro vira lata que dormia debaixo de uma carroça acorda assustado, e o barulho de dezenas de conversas rapidamente se silencia enquanto todas as cabeças se viram em direção ao pátio central, onde um radiante padre Zantus subiu ao palco. Ele limpa a garganta e toma fôlego para começar a falar, quando subitamente um grito de uma mulher corta o ar. Alguns momentos depois, outro grito ecoa, e então outro. Além deles, uma súbita onda de novas vozes pode ser ouvida – gritos agudos e arranhados que não soam nada como gritos humanos. A multidão se abre e algo pequeno bem próximo ao chão, passa correndo, rindo de forma perturbadora enquanto o vira lata da um ganido aflito cai com um gorgolejo, sua garganta cortada de orelha a orelha. O sangue se acumula em volta da sua cabeça, o som estridente de uma estranha música começa um canto esganiçado, de vozes ásperas.
A multidão em pânico começa a correr enquanto vários outros goblins aparecem no local, atacando crianças e adultos sem distinção. Em poucos segundos, a praça central de Sandpoint está vazia de pessoas exceto por três pessoas, uma elfa e dois humanos, que logo viram alvo dos insanos monstros.
A elfa, usando um decotado e chamativo vestido vermelho, com seus longos e trançados cabelos brancos, uma pequena bolsa pendurada à cintura. O corpo bem definido e o rosto muito atraente, um ar de mistério permeia a seu redor. Olhando em volta, ela vê um pedaço de pau, ao qual ela pega para usar para se defender como uma arma improvisada.
Um dos homens, com uma pose mais relaxada, como se ele estivesse confiante com toda a situação, desembainha a sua espada e tira o escudo das costas, apontando para os goblins e os desafiando em um grito, da um passo a frente, a fim de impedir que eles avancem mais.
O ultimo da turma, usando roupas leves por cima de uma armadura, com um símbolo estampado na rouba, altura mediana, um rosto atraente e cabelos escuros. Segura em uma de suas mãos uma pesada maça de guerra, e em outra o símbolo sagrado de sua fé.
Apesar de pequenos, armados com uma tosca faca, os goblins correram gritando e pulando em direção aos que ficaram na praça. Um deles, mais ousado foi direto contra o portador da espada, desferindo um golpe de cima para baixo, que foi facilmente aparado. O homem com a adaga na mão juntou-se ao espadachim e desferiu um golpe com sua arma acertando o pequeno monstro, que pareceu nem notar que havia sido atingido.
A mulher, com sua arma improvisada, foi em direção a outro goblin que subiu na mesa, provavelmente para ter uma vantagem de tamanho ao ataca-la, mas se distraiu com a comida e, esquecendo totalmente de atacar, começou a estufar comida em seus bolsos, mas mesmo com o seu inimigo distraído, a arma improvisada mostrou-se difícil de manusear, acertando a mesa, alertando o monstrinho novamente, mas logo em seguida, o homem com a maça desferiu um pesado golpe, esmagando contra a mesa, a cabeça do goblin, espalhando pedaços de ossos e massa cerebral pela mesa.
Os outros dois agora cercados por mais outro goblin, atacando e se defendendo de, conseguiram por fim, depois de sofrer alguns ferimentos, despachar os monstros.
O espadachim, com um sorriso no rosto, vira então para os seus desconhecidos companheiros de combate e diz:
- É muito bom lutar ao lado de vocês! – Estende a mão para a mulher – Meu nome é Leon Brave...
-Agora não é hora para apresentações, o perigo ainda não passou, deixem as cordialidades para depois! – Disse o homem com a maça, com um rosto sério.
-Ah! Outro amante do combate, eu consigo ver, vamos então meu caro amigo! A glória nos espera! – Disse Leon – Disse Leon.
Nos arredores, o caos ainda perdurava, um goblin, pulando do telhado de uma das casas, tentando acertar sua vítima, mas erra o alvo e acaba caindo no chão e quebrando o pescoço. Outro, ao tentar botar fogo em uma mulher correndo de forma desesperada, arremessa uma tocha, apenas para acertar outro goblin que estava por perto, e por fogo nos trapos que ele estava usando. Mas mesmo assim, com todo caos e insanidade, em várias outras partes, crianças e adultos sendo atacados e mutilados.
Ante que qualquer um dos jovens heróis pudesse fazer qualquer coisa, o começo do que pode se tornar um grande incêndio. Um grupo de goblins descobriu uma carroça cheia de materiais para manter a fogueira, e atearam fogo a ela.
Carregando tochas e facas, eles começam a espalhar uma nova onda de caos, e ao perceber um grupo de pessoas armadas se aproximando, eles gritam e gargalham e se lançam em cima deles, inspirados por outra goblin, cantando uma estranha canção, em um idioma não familiar.
Nos momentos que se seguem, a batalha entre os aventureiros e os goblins pode ser descrita, de forma bem humilde, de no mínimo bagunçada.
Os goblins começaram atacando com suas tochas, tentando incendiar os inimigos, mas após um deles morrer, sob um golpe certeiro da espada de Leon, eles abandonaram essa tática, atacando todos eles um mesmo alvo, a fim de terem vantagem no combate, a outra goblins, que estava cantando, percebendo o perigo, entoa algumas palavras mágicas apontando na direção do guerreiro, e este por sua vez, para por alguns segundos, como se estivesse distraído com algumas coisa, mas isso foi o suficiente para um dos goblins cravar a adaga em sua perna.
O homem portando a maça, aproveitando-se então que todos estavam se concentrando no guerreiro, aproximou-se dos monstros, e parando do lado do espadachim, desferiu um golpe certeiro no goblin, e apesar do corpo pequeno, o sague jorrou quente e abundante. A elfa, percebendo a situação, abandona suas tentativas frustradas de atacar com a arma improvisada, e entoa palavras de poder, desenhando com os braços, gestos que complementam o poder de suas palavras, terminando por apontar um dedo para a goblin cantante, e disparando um raio de energia que acerta certeiramente o alvo, sem dar chance de se esquivar ou se defender.
O trabalho em conjunto, e um pouco de sorte, fez que a situação virasse a seu favor, e por fim restava somente a goblin, que motivava os outros com o poder da sua repugnante canção, mas ela também não conseguiu resistir ao ataque combinado do grupo, mesmo que em retribuição ela tenha conseguido ferir o homem com a maça usando a adaga.
Apesar de curta, a batalha foi bastante intensa e cansativa, apenas a elfa escapou sem se ferir, em grande parte por ter permanecido longe da linha de frente do combate. Os sons e a agitação eram bem menores, aqui e ali ainda podia se ver um ou outro goblin debruçado sobre uma vítima, alguns corpos espalhados, ensanguentados ou queimados de moradores azarados, ao longe a guarda da cidade, já podia ser vista, ajudando os feridos e até mesmo combatendo alguns monstros. Ainda podia se ouvir sons e gritos, mas em grande parte distantes.
Leon senta-se no chão, em parte se apoiando na sua espada, aliviando um pouco o peso de sua perna machucada. Sorrindo como uma criança que acabou de ganhar doce, diz aos seus companheiros de batalha:
-O nome é Leon Braveheart! Fadado a ser o maior, melhor e mais conhecido lutador dessas bandas! A batalha foi árdua, mas gratificante, e quem são vocês? Principalmente você, ó bela senhorita em vermelho...
-Se você tem ainda folego para flertar em meio a essa situação Leon, então isso significa que você não precisa da Benção de Pharasma! Eu sou Jozan, servo e discípulo fiel da minha fé. Agora se juntem um pouco mais, para que eu possa lançar sobre vocês a benção da vida, dom de Pharasma...
Antes mesmo de terminar de falar, um brilho radiante se espalhava em sua mão, junto ao seu símbolo sagrado, preenchendo o local com uma luz quente e aconchegante. As feridas foram parcialmente curadas, deixando em grande parte, somente uma pequena marca, como se um arranhão ou um corte recém curado.
-Meu nome é Kaliandra – disse a elfa – é um prazer conhecer vocês!
Antes do Jozan ou Leon terem a oportunidade de responder, latidos e gritos frenéticos, pedindo por socorro podem ser ouvidos. Uma troca de olhar entre eles é o suficiente para perceber que a parte deles ainda não terminou nos acontecimentos do dia, e então correndo em direção ao som, eles se deparam com um homem, tentando se esconder atrás de alguns escombros, gritando desesperadamente por socorro, enquanto o que parece ser seu cachorro, corajosamente enfrenta um goblin segurando em suas mãos uma lança de aparência tosca, mas bem feita e um arco nas costas, montado em um cão equipado para o combate. Ao redor do lugar, vários outros goblins, se escondem e olham de forma ansiosa esperando pelo resultado do duelo, que não tarda em acontecer, quando o goblin, montado em seu cão de guerra, desfere um golpe mortal contra o cachorro, que caiu com um latido de dor, enquanto os goblins pulam e gritam em alegria.
Percebendo a oportunidade e enquanto os goblins estavam distraídos, sem esperar pelos outros, Leon corre em direção do goblin montado, e depois de uma rápida corrida, desfere um golpe letal, o monstro nem teve a oportunidade de perceber o que o atingiu, seu corpo, quase cortado ao meio caindo ao chão. Kaliandra, invocando sua magia, entoa suas palavras de poder, disparando em direção dos outros monstros mais um raio de energia. Um dos goblins tomou a frente, cantando novamente aquele estranha canção, em sua mão um chicote, mas a surpresa maior foi que o cachorro, que estava sendo usado como montaria, ao invés de fugir, agora que eu dono havia morrido, avançou sobre o guerreiro. A força foi tanta, que o sangue jorrou na mesma hora, o guerreiro, gritando de dor, foi jogado ao chão, onde continuou a ser mordido. De uma das ruas laterais, um morador da cidade, corria em direção a cena, e com uma adaga em punho, se lançou contra o cachorro, golpeando de forma precisa e mortal. Isso foi suficiente para tirar o cachorro de cima do guerreiro, mas não o suficiente para mata-lo. Os outros goblins então, inspirados pela musica, começaram a avançar em direção aos aventureiros. Jozan, percebendo a situação corre em direção ao guerreiro, e clamando uma breve prece, manifesta um dos milagres da sua fé, produzindo uma luz com propriedades curativas em suas mãos, que em seguida é ministrado ao guerreiro, ainda ao chão e ferido. O que aconteceu então foi tudo muito rápido: Sob o ataque combinado do guerreiro, e do homem com a adaga, eles conseguiram matar o cachorro, e logo em seguida o goblin que inspirava os outros com sua canção. Os outros goblins, vendo que seus lideres haviam sido derrotados, perderam a coragem de continuar lutando, e fugiram entre gritos de medo e terror.
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Epic × 3!
Livro 1: Oferendas em fogo.
Prólogo:


“Você a viu?
Bela e distante
Intocável, pura
Santa entre os nós.

O brilho prateado
Os olhos purpuras
O sorriso benevolente.

Abençoada criança
Santificada criança
Isolada criança.”





A dor era insuportável.
Em sua cama, Nualia gritou novamente, não somente pela dor, mas também de raiva. Raiva essa que consumia toda sua alma. Era como se uma porta tivesse sido aberta e de lá, sentimentos e emoções que ela nem sabia que existia. E toda a raiva que ela sentia, no fim, não era nada comparada a aquela noite.

Cega de dor e raiva, vagamente percebia pessoas e vozes ao seu redor, mal percebeu enquanto era preparada para o parto. Ainda não estava no tempo certo, mas o bebê parecia não se importar com isso.

Raiva e dor: era tudo o que ela conseguia sentir no momento.

Vozes abafadas, gritos amedrontados, pessoas clamando a Desna, e de relance, antes de ser levada pelas parteiras, ela viu a sua cria.

Deformado, desfigurado e com traços demoníacos. Aquele era mesmo o seu filho? Ela, considerada uma pessoa abençoada por Desna, tinha parido uma cria do demônio? Maldito Delek por tê-la enganado e abandonado quando ela mais precisava. Maldita cidade, com suas crenças e preconceitos e amaldiçoado seja o seu pai, por trata-la dessa forma.

-É demais... – Pensou ela – Já chega...
A princípio, desistir trouxe escuridão e paz, mas isso durou por pouco tempo. Pesadelos começaram a vir, cada vez mais reais e fortes.

A mácula divina ainda permeava o seu corpo. Lamashtu é a verdadeira resposta. Seu filho havia sido abençoado por ela, e ele provavelmente foi morto por causa disso. Mas há um meio de me tornar verdadeiramente uma filha de Lamashtu. Ela já me mostrou como, e o que eu devo fazer...
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Conhecendo Varísia!
"Cegos em nossos caminhos, nós guerreamos entre nós mesmos como já tínhamos feito por gerações. Até que o aço negro machucou a terra e nossos verdadeiros inimigos caíram sobre nós."
--Koeas-Civin, Palavras dos Anciões




O berço da civilização, esquecido pela maioria dos impérios modernos, A história de Varisia está esculpida sobre as rochas de suas incontáveis ruínas.

Poucos sabem quais pessoas misteriosas governavam essas terras, seus monumentos gigantescos e seus incríveis feitos arquitetônicos são os únicos registros de uma era de poder e maravilhas.No entanto, pergunte aos nativos de Varisia sobre o passado e os monumentos que cobrem as suas terras e apenas um medo frio em seus olhos serão a resposta.

Aproximadamente a 300 anos atras, Cheliax fundou a colonia de Korvoza na suposta terra amaldiçoada entre as províncias do norte e as terras dos Reis de Linnorm. Um século de guerras sangrentas contra os nativos bárbaros, os Shoanti, culminou na parte sudoeste de Varisia cair sob o governo dos Chelish. Pouco depois, colonistas, caçadores de aventuras de todas as espécies vieram popular a terra recém domada. No entanto, quanto mais os forasteiros avançavam para o interior, maior os mistérios que eles descobriam:
Infinitas paredes de pedra esculpida, monólitos titânicos e escritas que nenhum dos sábios reconhecia. Enquanto muitos viam esses ídolos e obeliscos como evidência da reputação de terra amaldiçoada essas excentricidades pouco fizeram para impedir a marcha imperialista de Cheliax.

Um século atras, a morte do Deus dos Cheliax Aroden fraturou não apenas as possessões domésticas mas também interrompeu indefinidamente as ligações entre suas inúmeras colonias, incluindo aquelas em Varisia.

Korvosa, a maior e mais velha cidade de Varisia, enviou vários mensageiros jurando lealdade à nova e diabólica Magistrix - mensageiros que foram completamente ignorados.

Abandonados, discórdia surgiu entre os tradicionalistas fiéis à morta teocracia e os revolucionários ansiosos para abraçar o novo governo de Cheliax. Percebendo que brigas internas destruiria tudo que eles haviam alcançado, muitos dos tradicionalistas deixaram Korvosa, migrando para oeste e finalmente fundando a cidade de Magnimar. Hoje, Korvosa e Magnimar se gabam de ser o centro da cultura em toda Varisia. Ambas as cidades construíram, tomaram posse várias cidades-vassalas nas terras que as rodeiam. Outras raças também vieram, integrando a já existente população de humanos ou tomando posse de seus próprios territórios. Os nativos da terra ainda se lembram de quando Varisia era somente deles e juram que a terra mais uma vez será deles.

E, aparte de tudo e grandemente ignorados, os monumentos de uma era ancestral continuam observando... esperando o tempo certo.


A Terra:

A terra rochosa que se inclina das altas Montanhas Kodar ao norte, até os pântanos encharcados do sul, Varisia é um reino esculpido em pedra. No entanto, entre as serras que entalham a região, terras descontroladamente diferentes e vibrantes florescem.

A maravilha natural mais dramática de Varisia é o alto Storval, uma linha contínua de penhascos que corre por centenas de quilômetros e em alguns locais sobe tão alto como 3.000 pés.

Somando-se esta maravilha, quase toda a face destes penhascos tem esculturas erodidas, arruinado penhasco-castelos, e passagens severamente esculpido para o abismo abaixo.

Acima do Alto, se estende o planalto de Storval, uma desolada, montanhosa terra de vegetação esparsa e mortíferos gigantes. Esta é a principal casa dos Shoanti. Um povo nômade, a maneira bárbaros das rochosas Montanhas a oeste, até as Cinderlands - uma terra seca e irregular -no leste.

Abaixo do Alto Storval, colinas, florestas densas, e planícies rochosas compõem as partes mais habitáveis de Varisia. Muitas destas terras são marcadas pelos monólitos ancestrais, estatuas corroídas, e túmulos de tamanho anormais.

Ao noroeste, colinas cobertas em grama alta e ventanias se formam nas terras planas entre as montanhas e o mar. No sul, terras férteis picadas por rochosos pavimentos calcário e pântanos cobertos de névoa fazem fronteira com a podridão maciça dos Mushfens.

Numerosas florestas densas amontoam contra as várias montanhas de Varisia. Enquanto aranhas e outros pragas infestam Churlwood, é dito que os fantasmas de lobisomens assombram Ashwood. Poucos ousam adentram Luckwood pois suas arvores e folhas crescem e floreiam em uma ordem não especificada pelas estações. Coisas mortais também têm sido dito assombrar a o norte da Floresta Sanos, mas a população de gnomos do braço sul do deserto tem feito muito para descartar tais contos. Finalmente, A floresta Mierani foi e é agora novamente lar dos elfos. Enquanto eles tem feito muito nos últimos 200 anos desde seu ressurgimento para manter contato com os outros povos de Varisia, os elfos permitem poucos estrangeiros entrarem nas florestas que eles chamam de casa.

Civilização:
A maior cidade em Varisia, Korvosa, domina a terra de Ashwood até os vales Bloodsworn. Hoje, O rei Eodred Arabasti II e a rainha Ileosa Arabasti governam Korvosa, seu governo sintetiza a exploração das vassalas cidades-estado para o benefício e luxuria da elite Korvonesa. Korvosa clama ser a cidade mais cultural e civilizada da região, entretanto visitantes podem dar a ela o titulo de mais decadente, exploradora e socialmente estagnada.

A oeste, a cidade de Magnimar disputa com Korvosa pela dominação da terra e do comercio ao redor de Varisia. Espalhados por toda praia e colinas do golfo de Varisia, o ponto mais conhecido de Magnimar é o Irespan - as ruínas de uma colossal e ancestral ponte ao redor e no qual se estende a cidade.

Um conselho de Anciões eleitos governam junto com o Lorde-Prefeito, um titulo mantido por toda vida. Atualmente o arrogante Lorde-Prefeito Haldmeer Grobaras controla a cidade, sua bombástica e grandemente egoísta voz sobrepõem as vozes fraturadas de um conselho de mercadores fofoqueiros, moradores e entediados nobres.
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