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Erik
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Storm King's Thunder
Session 1
The group travels to Nightstone only to find it has come under giant attack followed by goblins looting. Found inside the Nightstone Inn was Kella Darkhope. After some interrogation, she reveals she is an agent for the Zhentarim Network on a mission to secure the town for the Black Network. Upon the party trying to leave the town north to follow the villagers footprints, they notice Kella Darkhope attempting to enter the watchtower and close the drawbridge to the entrance to town.

The party then managed to construct a makeshift bridge made from two ladders to cross the damaged bridge to the Keep. They found distraught guards inside mourning the death of the towns leader, Lady Velrosa Nandar. They give more information about the attack. It was led by cloud giants in their cloud castle dropping rocks on the town, then ripping the magical black stone from the ground and flying off.

Where we left off, the party decided to rescue the townsfolk in the caves to the north.
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Epic!
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William
Posted by the GM
Giantslayer
Uthred's Fall
Dawn breaks over Skirgaard and the PC’s find themselves preparing for a day’s rest.

Below, in the valley, the party’s lone guard observes yet another formation of giants in front of the Skirkaling Longhouse. As the giants mill about and start to form ranks for the day’s briefing, the longhouse doors open, and a notable frost giant flanked by four guards emerge to address the assembled troops.

The distance is far too great to hear but the assembled troops rally to this leader’s words. After several minutes of speaking the leader turns on his heels to head back inside. The troops howl with rage (or maybe joy) as their leader starts to depart. Then, suddenly, all goes silent. The frost giant leader’s way is barred by a lone dwarf…!

It is Uthred, alone, and with a crazed look in his eyes. He challenges the assembled frost giants, “I am Uthred, this threshold is mine. I claim it for my own. Bring on your horde, one at a time, or all in a rush. I don’t give a damn, none shall pass!”

The frost giant Jarl nods in annoyance and his personal bodyguard rushes in to remove this annoying upstart who would dare to defy the might of the Skirkaling Frost Giants. Moments later, Uthred is left standing among the corpses of the four bodyguards. The assembled giants roar with outrage and approach the lone warrior to give battle.

What passes for the next few minutes is the stuff of legend. The giants begin by taking Uthred on in single combat, honorable challenges. When Uthred defeates all comers, the giants begin to move against him in larger and larger groups. Finally, the giants begin to pull back and hurl rocks at Uthred. A lucky strike knocks his helm askew and he is overcome by the mass of giants, too many to overcome in combat and he falls. At his feet lie 13 dead frost giants.

The frost giant Jarl standing amidst the carnage of the scene lowers his head then directs the removal of the dead bodies. As he considers this, he directs that Uthred’s body be honored with a cairn there at the longhouse. The giant formation disbands amid shock and awe at this strange turn of events.

<Generate 1 Outrage Point>

Uthred’s display was witnessed by many giants that day, and according to future stories, he would over time become a figure of frost giant myth, an invincible warrior called the Uthred who guarded the gate to the land of the dead, keeping the dead from leaving to harm the living.
Session: Game Session #42 - Thursday, May 10 2018 from 9:30 PM to 3:00 AM
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Trocadilho com o tempo
(Ouvir enquanto lê: https://www.youtube.com/watch?v=O2IuJPh6h_A)

“Will abriu os olhos e viu uma cozinha brilhante, com uma parede de vidro com vista para o Rio Tâmisa, e as demais, entre utensílios de aço, saleiros brancos e pimenteiros pretos, eram decoradas com letras e números sequenciais. Uma moça muito bonita mexia algo em uma panela lustrosa de aço inox no cooktop elétrico.
Ela usava um roupão longo e alvo de cetim que se misturava ao ladrilho branco que ela ocupava do chão quadriculado xadrez. Mais à frente, um casal de crianças, da sua idade, sentadas frente a frente, a menina de pijama preto e cabelo castanho escuro Chanel, e o menino de pijama branco e um cabelo loiro de tigela um pouco embaraçoso, brincavam com espadas.

A moça caminhou na diagonal pelos ladrilhos brancos em sua direção, sorriu e o beijou nos lábios. Will ficou em choque, pois tinha certeza que esse era o tipo de coisa que apenas seus pais faziam. “Levantou novamente, querido?” A moça tinha uma tiara brilhante e... era mais baixa que ele.

O pequeno Will estranhou seu corpo tão alto, o pijama preto deixava os tornozelos à mostra. “Querido, pode me fazer um favor?” Will apenas encarou a moça, atônito, boquiaberto, incerto do que estava acontecendo. “Will, querido, será que você pode ir para H8?” Will concordou com a cabeça, mas não se moveu. A moça abaixou a cabeça um pouco, o que a fez parecer um pouco com a mãe de Will. Junto da cabeça, um movimento de mão pelo corpo de Will. Pescoço, peito. Barriga...

Ela olhou calorosamente em seus olhos. “Will....” Ainda não se mexia. “Will, lembra quando levamos o Cavalo para castrar?” E, do canto de seu olho, Will viu o vulto de um grande cão preto dormindo. Então a moça fechou a mão e Will se contorceu de dor. Mas ela não soltava. “Will, acho que vamos ter que arrancar isso fora, afinal, já cumpriu com seu papel.” E olhou para as duas crianças. O garoto de branco agora encurralara a menina contra o chão.

O grande cão pulou em cima do garoto e começou a lamber seu rosto. A moça foi até o cachorro em linha reta para apartar. “Cavalo, volte pra sua casa! Agora!” Will tentou recuar, mas só conseguiu andar uma casa antes de seu corpo congelar. “Will?” À beira de um ataque de nervos, não conseguia nem pensar, quanto mais se defender. Recuou mais um espaço. “Will?!” Gritou a moça, que agora se transfigurara em sua própria mãe. A panela chiava e uma fumaça cada vez mais escura saía de dentro. Ela avançou em sua direção e ele se esforçava ao máximo para andar mais um espaço. “Will, você não está seguindo as regras da casa!” A menina chorava no chão.

A mulher de branco se aproximava como uma harpia. Estendeu a mão em direção ao pescoço de Will. “AHHH!” grunhiu de dor quando o cachorro enorme mordeu-lhe a perna. Os dentes fincavam até sangrar a carne. Sulcos vermelhos se formavam no roupão de cetim. O menino de branco começou a chorar. Will sentiu que seu corpo se movia novamente, correu até o outro lado da cozinha, onde estava o fogão. O conteúdo da panela certamente incluía algo gorduroso, manteiga ou óleo. O cheiro da massa preta era insuportável.

A mulher olhou sanguinária para o cachorro e ajoelhou com todo o seu peso sobre ele, torcendo e quebrando o pescoço do animal com brutalidade. Apenas o último ganido. Encarou novamente Will, agora recomposta, exceto que arrastava a perna ferida, que se putrefava com velocidade atroz. “Muito bem, querido, viu como é bom me obedecer?” Will olhou para as paredes à frente e para à direita. H. 8.

“Você fez nossos bebês chorarem, querido. Isso parte o coração de uma mãe.” Ela parou em frente a Will. “Meus amores, tem algo que vocês gostariam de dizer para o papai?”

A menina de preto se levantou, limpou as lágrimas do rosto, olhou para Cavalo, retorcido no chão. “Papai... para H7.”

A mulher de branco fez uma cara de confusão e virou para encarar Will, apenas para sentir o calor da massa preta voando em seu rosto. Will segurou a mulher pelo pescoço e empurrou seu rosto contra a chapa quente do cooktop. Um grito infernal fugiu dos pulmões da mulher, cujo rosto queimado chiava em contato com o calor da chapa. Will bateu repetidas vezes com a panela em sua cabeça, até o grito cessar.

Olhou para trás. Apenas a garota sobrava, com um olhar confiante e indiferente.

(Ouvir enquanto lê: https://www.youtube.com/watch?v=JwYX52BP2Sk, sugiro aguardar uns 20 segundos.)

Will acordou com o sinal de liberdade da aula de “Cosmos da Divina Comédia”, cercado pelos típicos babacas da Harvard. O que mais o surpreendia na faculdade era como aquele grande conjunto de egos conseguia sobreviver trancados em uma sala por duas horas. É de se imaginar que começariam a se devorar, pelo menos intelectualmente.

Sabe como dois incêndios tendem a consumir o oxigênio um do outro e se sufocar mutuamente? O seu professor de “Shakespeare” chamaria isso de uma “metáfora”. Will chamava de “esperança”. Eles estavam tão preocupados com as frivolidades da escrita que esqueciam o essencial. “Shakespeare”. Sua mente voltou para as aulas de Literatura Inglesa com a mãe. E logo para o semblante queimado e desfigurado do sonho.

“Schadenfreude”, eles dizem. Ele havia entretido esse pensamento algumas vezes. Apenas em abstrato. Quer dizer, ninguém de fato deseja que os pais sofram... certo? Não eram más pessoas, apenas não enxergavam que a natureza de Will não era aquela de escrever romances sobre terras estranhas com criaturas ligeiramente diferentes e línguas arbitrárias cheias de consoantes.

Por que fugir da realidade? Tinha tanta coisa a ser explorada no mundo como ele é, tão próximo de nós e ao mesmo tempo tão distante. Tão óbvio como apenas a realidade pode ser. E, mesmo assim, essa obviedade tem um sentido misterioso profundo. Como algo pode ser óbvio sendo que depende de inúmeras variáveis? Ele só queria que... ele só queria um pouco de liberdade, um pouco de vida, um pouco de... “CREA E-101R: Escrita de Livro Não Ficcional.”

SIM! Por que inventar algo completamente novo e tão inacreditavelmente igual a todo o resto? Quer dizer, se Joseph Campbell disse algo com “O Herói de Mil Faces” foi que toda a literatura ocidental se concentrou na extenuante tarefa de reescrever uma mesma história de novo, e de novo, e de novo, e de novo, com cada nuance e variação possível. E para quê?!

O tempo da realidade também se repete, é fato. Todo dia é o mesmo meio-dia. Mas quem olha apenas para o relógio não vê o tempo passar, não percebe a verdadeira natureza desse fenômeno maravilhoso. Os ponteiros que se perseguem como uma cobra que caça o próprio rabo. Ele tinha lido Nietzsche recentemente, especialmente “The Will to Power”, considerava especialmente significativo. E aquela ideia de “Eterno Retorno” que ele tão graciosamente furtara das tradições orientais era ao mesmo tempo um grão de insanidade e um mar de calma. Algo de caótico no universo, mas que também lhe proporcionava um senso de ordem.

Will se interessava pelo estudo das sociedades e das diferentes concepções da passagem do tempo. E se a literatura tinha algum mérito era quando propunha um enredo com uma cronologia subversiva e autêntica. Passado, presente, futuro. Passado, presente, futuro, passado, presente, futuro, passado presente, futuro passado do presente...

Se encantava com a ideia de observar as pessoas e descobrir de onde elas vinham, quem elas eram, o que queriam e para onde estavam indo. Por que buscar histórias em terras longínquas e fictícias quando havia tantas histórias em cada uma daquelas pessoas bem reais que estavam logo ali do lado?

Bem, talvez não literalmente ao lado dele. Era pouco provável que os babacas esnobes de Harvard tivessem algo de verdadeiramente emocionante a dizer sobre si. “Fui esquiar nas férias.” “Meu pai tem um jato particular.” “Eu entrei aqui única e exclusivamente por mérito próprio.”

Era impressionante, quanto mais coisas as pessoas vivem, menos tem a dizer sobre si.
FIM”


A mãe do pequeno Will bateu à porta do quarto. Ele acabara de escrever sua crônica bem a tempo da aula de Shakespeare. A mãe apenas olhou por cima de seu ombro com reprovação. Especialmente aquele grotesco e infantil “FIM”. Mas ele não se importava, fazia mesmo para provocá-la.

“Vamos, Já está tudo pronto. Você leu os capítulos que eu indiquei? Você sempre esquece, Will... como vamos confiar se........”
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Epic × 2!
Giulilli e il vagabondo
Jeb andava pelas ruas de Nova Iorque cansado, mas atentamente olhando em seus arredores. A calçada, coberta pelo vapor dos bueiros e escapamentos, já escorria uma chuva incessante, porém agradável, que também pingava na jaqueta e boina de couro do homem corpulento caminhando entre vários transeuntes. Na rua não o reconheciam facilmente, por sorte, e com seu porte era o suficiente pra conseguir transitar com certa calma até o Momma’s Moonlight. O espaço era pequeno, apertado, e dentro haviam poucas mesas redondas e simples sob uma luz curta e amarelada.

Música: https://www.youtube.com/watch?v=OCqZE6oBSsQ

Haviam poucos clientes mesmo em um dia de abrigo de chuva. “Uma tristeza”, pensou Jeb, ao entrar e ser absorvido pelo ambiente minimalista e acolhedor. Perry, a “momma” do restaurante, abriu os braços ao ver Jebediah entrar, bradando boas vindas sem dizer seu nome.
“Olha quem chegou! Se não é o meu bebezão importante!”, disse a mulher gorda de cabelos ruivos embaraçados até os ombros, avental branco já sujo de tanto trabalhar e um vestido simples cobrindo o corpo. Seu sorriso tomava quase todo o rosto. Jeb a abraçou pelo balcão, tomando cuidado pra não derrubar nada. “Oi, Momma”, disse.
“Como estão as coisas aqui e com você?”
Momma olhou ao redor, vendo as garrafas de bebida, a entrada pra a cozinha e o único gato pingado presente no momento: um senhor de meia idade bem vestido, terno e chapéu, de barba mal feita, com um copo de whisky na mesa, sozinho. “Ah, você sabe, quando esse lugar está bem eu estou bem”.
“E o lugar está bem?”
“É, mesma coisa de sempre, boa comida e bebida, música tocando, e a pouca gente de sempre indo e vindo aqui. Mas é só ver você ou outro assíduo que meu dia tá feito!” disse Momma, com sincera animação e um claro sotaque de Boston.
“Excelente, Momma”, respondeu Jeb com um sorriso afetuoso. “Vou esperar um amigo meu aqui pra resolver as coisas de sempre, ok?”
“É o grandão bonitão?”, perguntou a mulher, erguendo as sobrancelhas duas vezes.
“Sim, é justo ele”, sorriu Jeb. “Não acha que o Aemon ia ficar com ciumes?”, disse apontando pra um quadro simples e bem cuidado no topo de uma das prateleiras, a mostra.
Momma gargalhou bastante. “Ah, ele não se importaria, acho que até gostaria que eu me divertisse um pouco mais além de ficar aqui o tempo todo!”

Jeb caminhou até mais fundo do restaurante, sentou-se numa cadeira e pediu o mesmo whisky do velho – sabia que ele tinha bom gosto. A bebida veio dobrada e sem gelo. Tocava My Funny Valentine, o trompete de Miles já entrara na música e estava prestes a começar o interlúdio do piano. “Esse lugar deveria ser conhecido por Nova Iorque inteira. Mas é perfeito como está”, pensou em um suspiro. Não se lembrava de uma época em que não existia o Momma’s Moonlight em sua vida: desde pequeno seu pai, Giovanni Torino, o levava aqui, ganhando o apelido de “bebê importante” no restaurante. Momma já foi bem mais magra, mas sua boca e atitutes sempre mantiveram-se as mesmas ao longo dos anos: deliciosamente desregradas e descabidas. Jeb começou a frequentar mais ainda o lugar quando seu pai disse que ele já era velho o suficiente pra fazer algumas tarefas para a Família, mesmo que não lhe apetecesse, e também para beber sozinho sem vomitar na sarjeta depois. Jeb nunca vomitara na sarjeta, mesmo mais jovem. Apesar de não gostar de seguir os negócios da família, aqui era definitivamente um lugar que não precisava nem mesmo de motivo para frequentar, então não se importava em fazer essa parte.

Passaram-se alguns minutos e um homem alto de capa de chuva amarela cobrindo todo o corpo entrou no restaurante. Tirou a capa, torceu o máximo de água possível e a estendeu no próprio braço. Momma logo notou sua presença e se inclinou no balcão pra vê-lo de corpo inteiro.
“E aí bonitão, não sabia que os anjos iam cair do céu junto com a chuva hoje!”
“Oi, Sra. Ambers”, disse o homem com um sorriso encabulado.
Jeb não conseguiu ouvir o resto da conversa, apenas que eles se comprimentaram com um beijo em cada bochecha e trocaram mais algumas palavras. Pouco tempo depois, o homem se achegou na mesa de Jeb e o comprimentou com um beijo no rosto, sentando-se na cadeira oposta. Agora sem a capa de chuva, era possível ver que usava uma calça jeans apertada, botas pretas de motocicleta e uma regata branca e simples bem justa aberta nos braços. As roupas cobriam um corpo escultural, difícil de não chamar atenção. O que não estava coberto era seu cabelo curto, loiro e penteado para o lado, e os olhos azuis que contrastavam com o amarelo das luzes.

Pete Stevens era um dançarino e garoto de programa na boate masculina Men at Work, que não ficava muito longe do restaurante de Momma. O lugar já foi muito mais frequentado, mas com o passar dos anos e de alguns problemas de gerência, e do gerente com os meninos que lá trabalhavam, ele foi perdendo popularidade. Mesmo assim, Pete, ou “Giulianno”, como era conhecido lá, ainda era uma das estrelas da boate, recebendo relativamente bem ainda e conseguindo se sustentar com isso e a herança do pai. O nome “Giulianno” era pra ser uma estratégia exótica para apelar para o público interessado no alto demográfico italiano da região, mesmo que Pete fosse mais nova iorquino que o próprio Jebediah. Era sob essa fantasia de garanhão italiano que Giulianno conseguia seus melhores clientes, e muitos deles eram parte da própria família Torino, ou seus rivais, os Gambino. Quando o dinheiro da herança e as danças não era o suficiente, eram os Torino que pagavam Pete para tentar extrair algumas confissões dos Gambinos cansados e anestesiados por suas “apresentações”, ou Torinos que poderiam estar tramando algo às escondidas.

As últimas teclas de piano da música já estavam sendo tocadas, até o restaurante entrar em silêncio, apenas para ser preenchido pouco depois por outra música de jazz.

Música: https://www.youtube.com/watch?v=qXWJyZ_GSTA

“Ah!”, exclamou Pete imediatamente ao ouvir o começo da música, apoiando a cabeça nas mãos. “Eu adoro essa música!”.
“Tudo bem no trabalho, Pete?”
“No trabalho sim... o problema é achar alguém pra dançar comigo uma música dessas”
“Tenho certeza que Giulianno, o verdadeiro itallian stallion, vai achar alguém que não resista seus charmes, Gigi”
Pete suspirou em mágoa e encarou a mesa. “Isso é possível, mas eu quero um cara que nem você, querido! E você sabe que não é fácil arranjar isso”
Momma se aproximou da mesa entregando um copo de chá gelado com limão a Pete, olhando de canto Jebediah e lhe dando uma piscadela e um risinho. Pete agradeceu carinhosamente e ela voltou ao balcão.
“Um dia você encontra algo até melhor, Pete” disse Jeb sorrindo com o óbvio e corriqueiro flerte do amigo. Pete suspirou resignado, mas sorrindo.
“E a Monique? Segurando o pacotinho de alegria de vocês?”
“Não sozinha, mas sim. Ela vai bem, só queria estar junto dela um pouco mais... no lugar tenho que seguir os incríveis negócios da família... papai não sabe ouvir um não”
“Ela ainda tem sorte, querido, e você também vai conseguir mudar essa história um dia” disse Pete reconfortando-o. “Mas ei, se você conseguir se livrar do seu pai, não esquece de ainda passar um tempo comigo, hein?”
“Claro! Eu gosto de passar tempo aqui e você é uma das melhores pessoas dessa cidade. Não vou esquecer, prometo”
Por uns segundos, beberam o whisky e o chá sem conversar, enquanto Pete cantava uma parte da música:

I see your face
I feel your sadness
I feel your pain inside of me
Why are you so afraid?
How can you go on living in the past?


“Bem, alguma informação nova?”, perguntou Jeb depois de um silêncio.
“Ah, mais ou menos. Conversei com o Jimmy” (“O Jimmy de novo?”) “Sim! Depois de cair nos meus charmes ele falou algumas coisas sobre como o Don não estava mais aguentando segurar as pontas sozinho, como alguém deveria tomar o lugar dos Torino na cidade e tudo mais.”
“Ninguém confia no Jimmy. Cagueta babaca” disse Jeb revirando os olhos. “Alguma coisa sobre quem deveria tomar o lugar?”
“Gambinos, como sempre. Toma cuidado, Jeb, se alguma coisa acontecer, não quero você no fogo cruzado, mesmo sendo filho do Giovanni...”
“Você sabe que eu tento o máximo possível, Gigi” lamentou Jeb. “Bem, algo mais?” continuou.
Ficaram conversando sobre negócios por mais um tempo, sem muita vontade de conversar, mas passaram boa parte do tempo falando de suas vidas fora do que faziam. “Aqui, quando a cidade fica escura, ela também tem vida” dizia Pete sobre o submundo nova iorquino. Jeb concordava. Mesmo assim, não fazia sentido para ele viver nisso para sempre. Pensou que voltaria para casa, encontraria Monique e sua filha pra nascer. Serena, o nome dela, tinham decidido juntos. Esperava não precisar fazer nada para o pai no dia seguinte, apenas para poder passar um dia com a noiva de licença do trabalho. Os planos para o casamento estavam todos feitos e Pete estava com certeza convidado. Jeb precisava parar de seguir os passos do pai o mais rápido possível, antes que fosse tarde.
Se despediram de Momma, foram em direções opostas e Jeb insistiu que preferia caminhar um pouco mais até sua casa, aproveitar as gotas de chuta e o jazz que ainda ficou na cabeça enquanto vagava pelas ruas já desertas. Seu pai nunca foi muito presente, mas foi ele que o ensinou quase tudo que o compunha: Sua fala, seu gosto pra bebidas e música, até seu gosto por boxe. O que não vinha do pai vinha de Monique, e agora de Serena. Via uma chance de finalmente começar a própria vida agora, independente de onde trabalhasse ou o que ouviria do pai. A cidade, quando escura, tinha vida com certeza, e Jeb gostava dessa vida. Gostava de Pete, de Momma, do velho elegante com o whisky no bar. Mas queria provar um pouco da cidade quando dia, queria essa vida longe dos Torinos e Gambinos e seu jogo cansado de poder. Queria, uma vez, amanhecer sabendo que seu dia começava no agora, e não no depois, nem no que acontera ontem.
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Epic!
Wind (hastily written in Dagi's journal during a few pauses while everyone was deciding what to do)
So apparently we have a druid along now, or at least I think that's what she is. One who likes being a walking breeze. Well, not walking as such, but you know what I mean. Try disagreeing with a breeze about whether it's going with you sometime. Strikes me as an exercise in futility.

Her memory seems to last almost long enough to finish this sentence while still remembering who it's talking about.

At least she seems to be pretty useful. Might need a little coaching. She turned the rest of us into wind too, though. That was useful AND fun. I'm kinda wondering what else she has in her repertoire. I hope weather isn't, well, basically it.

At least we're finally here on the island and have a rough idea of its layout so we can explore it. There's some kind of magical barrier, though, which complicates matters. And some kind of road signs that are frustratingly obtuse so far. I keep thinking we're going to figure out what all the symbols mean and it'll be glaringly obvious.

I wonder if the thing that looks like a dead worm means there's something important to Pharasma out that direction.

I'm getting a little uneasy about exploring with this more limited group. I think Lydia and Red should be coming ashore soon. That will help, even if Alex ends up deciding to go back and guard the longboat or maintain her presence on the ship. I'm not sure whether they'll bring Sable or not. Come to think of it, I completely missed all three of their reactions to the druid. I can't even remember whether any of them were on deck...

On the bright side, my handwriting when I'm just standing around is getting better. All this is almost legible.
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Tags: Dagi
Epic!